Post passado divulgamos o concurso realizado pelo CACAU/Arquitetura UFC, hoje viemos divulgar o caderno de propostas publicado no grupo do facebook Direitos Urbanos | Fortaleza. A leitura vale a pena e as propostas mostram um princípio da cidade que queremos.
domingo, 18 de agosto de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Os viadutos, os carros, as ruas, a cidade.
Quando as árvores que a prefeitura começou a plantar essa semana no Parque do Cocó a titulo de "compensação ambiental" estiverem adultas, possivelmente uma nova solução para o tráfego vai estar sendo discutida, com clichês como "caos no trânsito" e "a cidade está crescendo" pelo meio.
Parece bastante simbólico que, em uma
época em que diversas cidades ao redor do mundo e mesmo no brasil discutem o
que fazer para se livrar de seus viadutos, monstrengos criados geralmente há
cerca de 40 anos, sob a bandeira do progresso, nossa cidade esteja optando por
adotá-los.
Claro que não se pode generalizar,
mas esse tipo de construção é, hoje, além de índice de degradação das regiões onde se encontram, muito ineficaz frente a uma política de constante aumento da
frota. Em São Paulo, por exemplo, além de suspenderem obras como túneis e
intensificarem o ritmo de implantação dos corredores de ônibus, o elevado
conhecido como Minhocão é frequentemente contestado, havendo grupos
representativos que desejam demoli-lo ou utilizar como parque suspenso. Aliás, é
bom lembrar que a região hoje degradada no entorno dele era área nobre antes da
construção.
Diversas obras apresentadas como a salvação da mobilidade inclusive recentemente, como a ampliação das pistas da marginal tietê, em São Paulo, representaram um alivio passageiro para o trânsito até se aproximarem novamente da saturação, tudo isso em menos de cinco anos. Curiosamente, nessa mesma via uma solução muito mais barata e efetiva foi a criação de faixa preferencial de ônibus, desde 2010, e que agora deverá se tornar exclusiva. Quem sabe seja um alerta de qual é a direção a seguir.
No Rio de Janeiro, como já falamos no facebook, o viaduto da perimetral deve ser demolido para requalificação da região portuária. E isso só segue a tendência mundial, como San Francisco (EUA) ou Seul (Coreia do Sul), que, entre outras dezenas de cidades, derrubaram quilômetros de viadutos levantados dos anos 50 pra cá em prol de mais espaços de convívio e trânsito de pessoas.
Há quem diga que "é
necessário". Que os carros estão aí e que é um absurdo que eles levem um
tempão para passar ali em horário de pico (o que só mostra o grau de
desorganização histórico da cidade, que construiu uma área "nobre"
com pouquíssimos acessos, muitas vezes penetrando em área de interesse
ambiental e em lugares em que nem o saneamento básico chegou). Talvez muitos de
nós não tenhamos alcançado esse tempo ou não saibam, mas vias do centro como as
ruas Liberato Barroso e Guilherme Rocha já foram ruas tomadas por veículos,
antes de se tornarem "calçadões" - e isso no tempo em que a Aldeota
nem ameaçava o centro como coração financeiro e comercial da cidade. Hoje em
dia, alguém acredita que faz falta passar carro nessas ruas? Ou, em outras palavras, alguém defenderia o retrocesso? Esse é só um exemplo
de que, diante da impossibilidade de circular, os carros (e seus donos)
simplesmente encontram outras soluções para o deslocamento. Afinal, a Beira Mar
e adjacências vivem cheias de carros, mas quando são interditadas para um
evento tudo acaba bem da mesma forma, não é?
O fato de se considerar o carro o transporte por excelência, relativizando a importância de quem usa ônibus, bicicleta ou caminha (e que, aliás, são maioria) está refletido no projeto da prefeitura, o que o torna ainda menos simpático. Mesmo a alegação de que terá faixas pra ônibus deve ser analisada com cuidado. Afinal, se vai ter, por que já não tem? Afinal, os ônibus já estão lá.
Por outro lado, os motoristas que esperam ansiosos pelo viaduto têm lá sua razão Não há outra forma de saírem de suas casas e irem ao emprego, ou às compras. Mas isso, novamente, é culpa de uma cidade que não tem infraestrutura nessa "área nobre" nem mesmo para tomar um ônibus, em muitos (muitos!) casos. Aliada à insegurança, essa situação gerou cidadãos que tiveram o primeiro contato com o transporte público na Copa das Confederações, indo ao Castelão. E vendo que nem é esse bicho de sete cabeças.
Nesse contexto, a iniciativa do grupo Direitos Urbanos em promover um concurso de ideias para a área é muito bem vinda, por gerar a discussão. Afinal, se a cidade é de todos e uma boa porção acredita que soluções melhores são possíveis, por que não debate-las? Mais ainda, se arquitetos e urbanistas, exatamente os profissionais que têm como missão projetar a cidade para todos, majoritariamente discordam da opção da prefeitura, uma luz amarela deveria ser acessa, no mínimo.
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| cartaz do grupo Direitos Urbanos - Fortaleza (clique para ampliar) |
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Aeroporto Pinto Martins
Como está a acessibilidade da principal porta de entrada (clichê detected!) da cidade?
Uma postagem a respeito do Aeroporto feita hoje corre risco de envelhecimento precoce, já que o equipamento atualmente passa por obras de reforma e ampliação. Mas como a expectativa é de que muita gente passe pelo terminal daqui pra Copa do Mundo do ano que vem (quando a reforma ainda não vai ter acabado), resolvemos observar um pouco das condições que os viajantes encontram por aqui.
Como a gente já sabe, a principal forma de chegar e sair do aeroporto (e de quase qualquer lugar na cidade) é de carro. O acesso é fácil e o estacionamento conta com vagas suficientes.
Já pra quem chega a pé a situação é um pouco mais complicada, com essa entrada aí da foto.
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| acanhada entrada de pedestres. |
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Que cidade é essa?
Passando aqui na Rua rapidinho pra chamar atenção no vídeo que está sendo divulgado pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, quando o VLT é apresentado de forma integrada com as vias e no mesmo nível das mesmas (como deveria ser), quando na verdade hoje estão sendo construídos muros de concreto SEGREGANDO o espaço urbano.
sábado, 13 de abril de 2013
Feliz aniversário, Fortaleza!
Bom dia, gente!
Hoje é o Dia Municipal de Prestar Homenagem a Fortaleza, e por isso nossa postagem deste sábado é uma pequena demonstração de carinho pela nossa cidade.
O desenho é de Morganna Batista, "crianças e bila na Praça José de Alencar", e o texto é uma releitura de Cleber Cordeiro para "A casa", de Vinícius de Morais, pra quem quiser cantar junto. ^^
Parabéns, Fortaleza!
E procure continuar melhorando todo dia!
Essa cidade
É muito engraçada
Quase sem praça
Tem nem calçada
Ninguém podia
Andar nela não
Faltando sombra
E ventilação
É bem dificil
andar no passeio
Tem moradores
sem muito asseio
O velho edifício
Que tava ali
um estribado
Quis demolir
Não é a cidade
que amo e quero
ô, Fortaleza
melhore, eu espero.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
A paisagem urbana de Fortaleza x Poluição visual.
De acordo com Gordon Cullen, "Paisagem Urbana é um conceito que exprime a arte de tornar coerente e organizado, visualmente, o emaranhado de edifícios, ruas e espaços que constituem o ambiente urbano."
Está claro que a paisagem urbana de Fortaleza é extremamente confusa, refletindo uma desorganização e a ausência de um bom planejamento urbano durante o passar das décadas. Somos deficientes em habitação, espaços públicos, mobiliários urbanos, arborização, áreas verdes e em muitas outras coisas. A poluição visual é mais um fator que contribui e muito para que nossa paisagem se configure no caos.
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| Mais e mais fios elétricos no Centro da cidade. |
domingo, 7 de abril de 2013
Da série: só acredito vendo.
É neste domingo que trazemos a maior pérola que este blog já encontrou andando nas ruas de Fortaleza. Vemos a seguir as fotos do antes e do depois.
O antes:
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